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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Recomeçando... 2017 vem aí!!

Oi meninas! Tudo bem com vocês?

Estou super animada!

Esta semana passamos em uma nova clínica e curti bastante o médico que nos atendeu. Foi super atencioso, humano e explicou nos mínimos detalhes cada um dos exames que levamos, atendimento que não tivemos em nenhum dos tratamentos anteriores.

Antes de partir para uma nova FIV resolvemos fazer uma profunda investigação para tentar descobrir o motivo pelo qual ainda não conseguimos engravidar. Vamos refazer todas as sorologias porque já se passaram mais de 6 meses e mais alguns exames bem específicos. Depois compartilho a lista com vocês. 

É possível que eu tenha endometriose, que nunca ninguém percebeu antes (!!) e que ele viu através de pequenas alterações no meu exame de sangue e também pela histerossalpingografia. Juro que eu fiquei feliz, porque pode ser a causa da minha infertilidade e pode ser tratada!! ;)

Gostei também que ele avalia o anti mulleriano de outra forma... eu sempre achei que meu 1,02 era muito baixo e que minha reserva estava próxima de uma mulher de 45 anos, mas o doutor disse que considera mesmo a resposta ovariana à estimulação hormonal e nesse aspecto o meu AMH deu super normal!! Felizzzzzzzz, muito feliz!!

Além disso, falou que o espermograma do marido não é ruim (sendo possível até a gravidez natural) e pediu para ele fazer um teste de fragmentação de DNA espermático. Continuo tomando ácido fólico, vitamina C e E e Coenzima Q10. E o marido ganhou uma fórmula manipulada de vitaminas.

Este médico também tem protocolo diferente dos meus tratamentos anteriores. Faremos a indução e punção, com congelamento dos embriões na fase de blastocisto (ele disse que a perda em descongelamento hoje em dia é muito pequena!) e apenas no mês seguinte faz a preparação do endométrio para a implantação. Ah! Vou fazer a injúria endometrial também, um procedimento simples que vem trazendo melhores resultados de implantação.

Por fim, no meu caso, a indicação é partir para mais uma FIV (e não para a Mini FIV que era minha expectativa). Falei que quero ter 3 filhos! Vamos tentar gêmeos e depois mais um ;) 

Vamos que vamos!
Com fé, força e foco.
Um beijo.
Tata.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Transferência de embriões em D3 x embriões em D5 (blastocisto)

Hoje não fui trabalhar, aliás desde a punsão tenho ficado em casa por conta das dores provocadas pelos medicamentos. Tenho pontadas na região do baixo ventre, dores nos ovários e uma terrível dor nos seios. É muito hormônio né, gente?

Passei a tarde pensando em temas pra registrar aqui e acabei me apegando em um que tem me incomodado um pouco: a decisão de transferir em D3 ou D5.

Nas minhas pesquisas achei sites super interessantes, um deles é o da MaterPrime, uma clínica de reprodução assistida com diversas unidades em São Paulo. Só para constar não é a clínica onde estou fazendo meu tratamento. Faço aqui um resumo de tudo que li por aí.

Quando é realizada a fertilização em vitro através da ICSI, técnica que foi utilizada na minha primeira FIV, o espermatozoide é colocado dentro do óvulo maduro e após 24 horas já é possível observar se houve fecundação do embrião. Interessante é a taxa média de fertilização é de 90% (fonte: www.materprime.com.br).

O embrião então começa a dividir-se em outra células. O laboratório de fertilização em vitro tem que observar o desenvolvimento de cada embrião, mantendo-os em condições ideais como se estivesse na tuba uterina em uma gestação natural. Além da quantidade de células também são avaliadas as taxas de fragmentação e a simetria destas células.

No D2 o embrião pode ter de 2 a 4 células e no D3 o embrião ideal tem 8 células simétricas e com ausência de fragmentação. Segundo a matéria da Mater Prime, embriões com fragmentação acima de 20% ou com 6 células em D3 apresentam menor taxa de implantação, e, aqueles com 4 ou 5 células e taxas acima de 50% de fragmentação tem apenas 5% de chance de gravidez.

Fonte: www.materprime.com.br (embriões em D1, D2 e D3, nesta ordem)

No D4 o embrião já está com 32 células e é chamado de mórula. No D5 o embrião chega a fase de blastocisto, apresentando centenas de células. Entre o D5 e o D6 ocorre o processo de hatching, que é a ruptura da membrana protetora que envolve o embrião. Para que ocorra a implantação é preciso que o embrião saia dessa membrana e se implante no endométrio.

Fonte: www.materprime.com.br (embriões em D4 e D5, nesta ordem)


Na gravidez espontânea o embrião chega ao útero para se implantar no D5 ou D6, já na fase de blastocisto.

Depois de tudo isso: o que é melhor, transferir em D3 ou em D5?

Os estudos científicos mostram que a taxa de gestação é maior quando o embrião é transferido em estágio de blastocisto. Isto porque esta condição é a mais similar a da gestação natural, além de haver uma melhor seleção embrionária.

Nos casos em que o número de embriões é pequeno geralmente opta-se por transferir em D3. Neste caso, o laboratório realiza um procedimento chamado hatching assistido, que é um buraco na membrana que envolve o embrião, feito com laser, para auxiliá-lo a sair e chegar no endométrio. A idade da mulher e a quantidade de tentativas anteriores também são fatores que podem influenciar na decisão do médico de transferir em D3 ou D5.

Independente disso, temos que acreditar que chegou a nossa hora, a nossa tão sonhada hora!! Li diversos depoimentos de meninas que conseguiram seus bebezinhos com transferências em D3, assim como li muitos outros positivos já na fase de blastos. Até achei um tópico no fórum do e-family onde uma delas criou uma pesquisa estatística mas como é bem antigo, de 2009, acho que vou criar outro similar para produzir nós mesmas nossos estudos! hehehe

Em minha primeira FIV tivemos 10 folículos, sendo que 5 se desenvolveram e 2 chegaram em estágio de blastocisto, infelizmente não foram implantados portanto tive uma FIV negativa.

Nesta segunda tentativa apenas 4 folículos estavam maduros e o doutor optou fazer a transferência em D3. Rezando aqui para que estes 4 se desenvolvam bem e que possamos transferir 3 deles!!

É amanhã gente!!
bjs, Tata.


sábado, 10 de setembro de 2016

FIV em números

Esta segunda FIV está passando muito rápida. Acho que porque já conheço os procedimentos, medicamentos, exames... Nada mais é novidade então entre trabalho e tratamento, tudo está acontecendo muito muito depressa... Bom, pois me parece que estou bem menos ansiosa do que na primeira vez.

Hoje foi dia US e sangue. Meu estradiol (colhido no exame de sangue) está ótimo segundo o doutor na casa dos 1.105. Confesso que não sei muito bem o que isso quer dizer mas prometo que vou procurar mais informações pra entender estes numerozinhos. Tenho incríveis 13 folículos, a maior parte no ovário esquerdo e a expectativa é de que 7 a 8 deles estejam maduros no dia da punsão! Muuuuito feliz!! No tratamento anterior o filtro foi assim:
  • 10 folículos aspirados
  • 7 fecundaram
  • 5 desenvolveram até D3
  • 2 chegaram em blastocisto (D5), demais embriões descartados

Minha única chateação da FIV anterior, além do negativo, é não ter sobrado nenhum embrião para congelar. Tenho muita preocupação em função da baixa reserva ovariana. Medo de outro negativo! Medo de não conseguir produzir mais óvulos!

Ah! Endométrio está em torno de 10. O médico disse que está ótimo também, e nas minhas navegadas pela internet e no e-family, dizem que esse valor é bom mesmo.

Saindo da clínica com a punsão marcada para 13/09!


Que seja feita a vontade de Deus!!

Gente, antes de terminar, quero compartilhar que participo de um fórum no e-family, tópico "Buscando a Fertilidade (Tratamentos)" e tem sido muito bacana. Primeiro porque quando começamos nesta "aventura" da fertilização não sabemos nadica de nada e lá tive a oportunidade de conhecer tantas mulheres com as mais diversas experiências e conhecimentos que vamos nos especializando. Segundo, porque passar por este tratamento é um momento muito só. Por mais que o marido seja super companheiro, como é o meu, de verdade, só a gente sabe o que sentimos, os medos, ansiedades, dúvidas e frustrações e lá eu encontrei pessoas que estão no mesmo barco, compartilhando sua experiências, dando apoio umas as outras. Então, super recomendo esse bate papo. Você não precisa se identificar, adote um nick name e bora lá.

Beijos meus amores,


Tata.