segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Vamos recomeçar! Exames DSTs


Oi meninas!

Primeiro post de 2018! Esperanças renovadas e muita fé que conseguiremos nosso positivo este ano!! Vamos recomeçar!! Iupiiiii

Contei pra vocês no último post, ano passado, que optamos por fazer um novo tratamento com bem menos hormônios, a Mini FIV. Saímos do consultório com alguns pedidos adicionais de sorologias e culturas e é nesta fase que estamos.

Hoje consegui agendar todos os exames que foram solicitados. E curiosa que sou, fui procurar na internet o que é cada um pois já foram tantos e tantos. É incrível como a cada nova tentativa os médicos conseguem pedir outras coisas! rsrs Isso quer dizer que ainda há hipóteses para serem testadas. Ótimo! Pois não perdemos a esperança de descobrir a causa da nossa infertilidade, não é mesmo?

Bem, os exames da vez com nomes complicados (claro!) são feitos através de secreção vaginal e sêmen e devem ser feitos com abstinência sexual de 48 horas.

  • Pesquisa Neisseria: esse exame é para detectar a bactéria Neisseria Gonorrhoeae que causa a conhecida Gonorréia, doença sexual transmissível (DST), que quando não tratada pode causar no homem epididimite, prostratite, culminando com o quadro de esterilidade. Na mulher pode evoluir para doença inflamatória pélvica (DIP) e esterilidade também.
  • Pesquisa Mycoplasma e Ureaplasma: também são bactérias causadoras de DSTs, que levam a problemas leves como infecções do trato urinário e até mais severos que afetam os órgãos genitais, causando infecções purpurais, repetição de abortos e infertilidade.
  • Pesquisa Clamydia: também para detectar outra bactéria que provoca a Clamídia, DST de maior prevalecência no mundo, que pode infectar homens e mulheres e ser transmitida pela mã ao bebê na hora do parto. Esta infecção normalmente atinge a uretra e órgãos genitais, mas pode atacar também a região anal e faringe. Também pode ser uma das causas da infertilidade masculina e feminina, causando, no homem, obstruções que impedem a passagem de espermatozóides, e na mulher, infecções e obstruções nas tubas uterinas, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide ou ainda gravidez tubária (ectópica), partos prematuros e abortos.


Meio técnico esses post, né gente?!! rsrsrs
Em resumo, desta vez vamos investigar as DSTs. Super importante e não foi solicitado em nenhuma outra FIV que fizemos!!

Além disso, maridão vai para mais um espermograma completo (ou análise seminal). Acho que já fez uns 10!! Todos com o mesmo resultado, mesmo depois das vitaminas... Vamos que vamos!

Por falar em vitaminas, recomeçamos a Vitamina E, Ácido Fólico, Coenzima Q-10 e um Polivitamico (no nosso caso tomamos Damater).

É isso! No próximo trago os resultados dos exames.

Bjs com carinho e um 2018 com muita luz para todas as tentantes.
Fé e força!
Tata.

domingo, 5 de novembro de 2017

Mini FIV - primeira consulta



Oi gente!

Como contei pra vocês no post anterior, depois de 3 fivs negativas resolvi buscar um novo especialista, uma nova forma de tratamento: a Mini Fiv. Alguém já ouviu falar?

Ela é indicada para mulheres com baixa reserva ovariana e resultados ruins com estimulação normal da Fiv, e seu foco, é conseguir poucos e bons óvulos. Já contei aqui pra vocês que depois de três tratamentos, de fato hoje eu creio muito que a exposição a essa quantidade enorme de hormônios nos faz um mal danado. Sou prova disso, desenvolvi melasma e uma doença chamada capsulite adesiva (ou ombro congelado na linguagem popular). Graças a Deus já estou curada da segunda que me impedia de movimentar o braço direito.

Bem, fomos nos consultar com um novo médico, Dr. Julio Voget, em Campinas. Quem quiser saber mais dele acesse www.voget.net.br, instagram @voget_reproducao_humana e facebook @voget.reproducaohumana. Ah! O Dr. ainda administra um grupo de face "Bate-Papo da fertilidade", tem que pedir pra entrar. Meu intuito aqui não é fazer propaganda, até porque não fiz nenhum tratamento com ele ainda e nem tenho resultados, mas ele é especializado nesta técnica de mini-fiv e por isso compartilho com vocês.

A consulta foi ótima, Dr. Julio extremamente atencioso. Ficou conosco mais de 2 horas no consultório... acho que foi a consulta mais longa nestes anos de FIV. Demoramos um pouco pra entrar, na realidade, demorou bastante... não entendi muito bem até porque nós éramos o único casal na sala de espera, mas enfim, valeu a pena a espera!

Ele foi minucioso, conversou sobre todo nosso histórico, nossos familiares (doenças genéticas e outras), viu nossos exames todos. Lógico que levei todo o meu calhamaço de exames das Fivs anteriores e por sorte, como a maior parte deles não tem 1 ano, ainda estão válidos e saímos com poucos pedidos adicionais.

Contei que já tinha feito todos os exames possíveis e imagináveis, inclusive ERA, trombofilia, células NK, enfim, ele me surpreendeu com um comentário super pertinente em relação a tudo isso. Que foquei muitos dos meus exames em causas para "falha de implantação" mas que meu histórico não apresenta este problema (pelo menos por enquanto), porque entende-se por estas falhas quando implantam-se bons embriões e não há sucesso, o que não foi meu caso, porque só tive bons embriões na primeira Fiv. O meu problema é ANTES disso, está relacionado à qualidade dos óvulos, e que de fato a Mini Fiv é o ideal para o nosso caso.

Outro ponto importante desta consulta foi a análise do meu exame de histerossalpingografia. Meus diagnósticos anteriores acusavam pelo menos uma trompa obstruída e na análise dele isso não é verdade, pois o contraste passou por elas, em uma menos que na outra, mas não há obstrução. Fiquei feliz com o diagnóstico!

Pra fechar com chave de ouro, eu tenho uma doença auto imune chamada Psoríase, de fator hereditário (meu pai tem), crônica, não contagiosa, que causa erupções na pele e não tem cura. Acredita-se que é um problema imunológico e que pode ser desencadeada por infecções, estresse e frio. De fato, no meu caso, quanto mais estressada eu estou mais minha pele descama e desenvolvo feridas, por isso é hiper importante fazer exercícios físicos, controlar a ansiedade e tomar muito sol. Já tinha pesquisado bastante sobre a relação entre a psioríase e a possibilidade de engravidar e nunca encontrei nada muito concreto. No mais, vi relatos de várias grávidas que dizem que a doença "acalma" bastante na gravidez.

Enfim, o fato é que o Dr. acredita (não existe comprovação) que existe sim uma relação entre doenças auto imunes e a infertilidade, ou seja, pode ser que meus óvulos estejam com qualidade ruim devido a este problema. Não é comprovado, mas achei que a teoria faz bastante sentido e será ótimo tratarmos também deste ponto. Um mês antes da Mini Fiv vou administrar corticóide (meticorten = prednisona) que é o medicamente que trata/melhora a psoríase. Vamos rezar!!

Além disso, nos receitou uma série de vitaminas, muitas das quais já tomávamos e pediu também para o meu marido passar em um urologista. Ele tem todas as disfunções possíveis: pouco volume de esperma (oligospermia), baixa motilidade (astenospermia), baixa vitalidade (necrospermia) e baixa morfologia (teratospermia).

Resolvemos recomeçar o tratamento no ano que vem pra dar tempo de fazer os exames adicionais e tomar as medicações com calma. Não temos pressa agora, depois de tudo que já vivemos, o mais importante é investigarmos e tratarmos as possíveis causas dos nossos problemas.

É isso meninas. Estou esperançosa com esta nova possibilidade! Desculpem o textão!!
Que a nossa Mini Fiv nos traga o nosso tão esperado bebê em 2018.

Um beijo com carinho,
Tata.






sábado, 14 de outubro de 2017

Gratidão por uma nova tentativa



Oi meninas,

Muito tempo se passou desde a minha última postagem, né?

Estamos tentando engravidar naturalmente mas até hoje não rolou.... sabe que nem voltamos naquele último médico que comentei um tempo atrás. Fizemos os exames mas acabamos não voltando nele... Acho que no fim eu nem gostei dele tanto assim. Senti na consulta que ele ia recomendar outra FIV quando eu queria era uma ajuda para engravidar naturalmente...

Bem, trago boas novas, se Deus quiser, vamos agora para um novo e último tratamento.
Terça-feira vamos passar em consulta com um novo médico, em uma nova clínica. Este doutor é especializado em Mini Fiv, tratamento com mínima estimulação, já comentei sobre ele com vocês lá no Facebook. Ele segue uma linha de que o importante é ter poucos e bons óvulos. Depois de 3 Fivs sem sucesso quero tentar este método! Acho que tem super a ver essa teoria... imagino que quanto mais medicações pior ficam os óvulos em relação a qualidade. Em todas as minhas tentativas usei dosagem máxima de remédios, sendo que na primeira vez conseguimos 2 blastos que não implantaram, na segunda 3 embriões de 3 dias que também não implantaram, e na última, a qualidade dos óvulos foi tão ruim que nenhum fertilizou.

Depois de três tratamentos seguidos também resolvi dar um tempo, já foram 10 meses desde a última tentativa. Acho que foi importante para "limpar" meu corpo de tantos hormônios... por mais que os médicos digam que as dosagens são muito baixas.

Não sei se já contei isso aqui pra vocês mas sou prova viva que as medicações da FIV, junto com nosso psicológico que sai do eixo, causam outras doenças sim!!! Vou deixar este assunto para outro post, porque o último ano foi bem doloroso... além dos negativos acabei lidando com outras intempéries que me deixaram bem mal.

Ainda assim, como não me deixo abalar com facilidade, dei a volta por cima e estou buscando mais qualidade de vida, equilíbrio e saúde. Façam isso! Acho que fará a diferença neste tratamento novo, se Deus quiser! Tenho comido melhor, feito exercícios, me distraído, tento não pensar apenas neste assunto (sim, sei que é difícil mas estou tentando!)... Já me sinto bem melhor fisicamente e psicologicamente.

Feliz e agradecida a Deus por me permitir tentar mais uma vez.
Vamos que vamos. Depois da consulta volto aqui para compartilhar com vocês.

Bjs,
Tata.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Exames que eu fiz antes da FIV


Estava aqui revendo todos os exames que eu fiz antes de iniciar a fertilização in vitro e resolvi fazer este post, pois me lembro que esta era uma grande dúvida que eu tive, mesmo após fazer os primeiros tratamentos.

Durante todo o período da primeira à terceira FIV, participei de discussões em fóruns na internet e ficava apreensiva quando alguém falava de um exame que eu não tinha feito. Então fui anotando todos e nas consultas com o médico perguntava para que servia e se eu não precisava fazer. Louca, não?!! rsrsrs

No final, achei que foi muito bom ter feito isso, pois percebi que o primeiro protocolo sempre é feito com os exames "básicos", depois, conforme o resultado do tratamento, nos protocolos seguintes os médicos vão pedindo exames complementares. Fico eu pensando se não dava pra pedirem tudo lá no início, assim economizávamos tempo e principalmente psicológico!!!

Mas vamos ao que interessa.  Vou começar pelos meus exames e farei um novo post para falar sobre os realizados pelo meu marido.

Através do EXAME DE SANGUE são feitas diversas análises, no meu caso, foram as seguintes:

- Hemograma Completo
- Homocisteína
- Tipagem sanguínea
- Teste de Coombs Indireto
- Anticorpos Anti-toxoplasma Gond II - IgG
- Anticorpos Anti-toxoplasma Gond II - IgM
- Anticorpos Anti-Rubeola - IgG
- Anticorpos Anti-Rubeola - IgM
- Reação Imunológica para CVM IgG
- Reação Imunológica para CVM IgM
- Anticorpos Anti-Epstein Barr Vírus (EBV) - IgG
- Anticorpos Anti-Epstein Barr Vírus (EBV) - IgM
- VDRL - Reação Imunológica para Sífilis
- Anticorpos Anti-vírus da Hepatite A - Total
- Anticorpos Anti-vírus da Hepatite A - IgM
- Anticorpos Anti-HBc (Total) - Hepatite B
- Anticorpos Anti-HBc IgM - Hepatite B
- Anticorpos Anti-HBe - Hepatite B
- Antígeno "e"(HBeAg) - Hepatite B
- Anticorpos Anti-Hbs - Hepatite B
- Antígeno de Superfície da Hepatite B (HBsAg)
- Anticorpos Anti-HCV - Hepatite C
- Anticorpos Anti-HIV - 1 e Anti-HIV -2
- Reação Imunológica para HTLV-1 e 2
- Pesquisa de Mutação C677T do Gene MTHFR
- Proteína S Funcional
- Proteína C Funcional
- Anti-Trombina III
- Pesquisa de mutação G1691A (R596Q) do gene Fator V
- Pesquisa de mutação G1691A (R506Q) do gene Fator V
- Pesquisa de mutação G20210A do gene da protombina
- Zika Vírus - Anticorpos IgM
- Hormonio Anti-Mulleriano
- Vitamina D3
- Glicose
- Hemoglobina Glicada (HBA1C)
- Uréia
- Creatinina
- Ácido Úrico
- Triglicérides
- HDL Colesterol
- LDL Colesterol
- VLDL Colesterol
- Aspartato Aminotransferase (AST/TGO)
- Alanina Aminotransferase (ALT/TGP)
- Gama - Glutamiltransferase
- Desidrogenase Láctica
- Creatinoquinase - CK Total
- Ferritina
- Vitamina B12
- Fator Reumatóide
- Proteína C Reativa Ultrasensível
- Complemento Sérico - CH5 0
- Complemento - C3
- Complemento - C4
- Pesquisa de Auto-Anticorpos - FAN
- VDRL - Reação imunológica para sífilis
- Anticorpo Anti-Treponema Pallidum
- Toroxina - T4
- Hormônio Tireostimulante - TSH
- Hormônio Luteinizante - LH
- Hormônio Folículo Estimulante - FSH
- Estradiol - E2
- Prolactina
- Insulina
- Antígeno CA-125
- Sorologia para Listeriose


Outros exames:
- Ultrassom transvaginal com doppler colorido e com preparo intestinal
- Células NK
- Histerossalpingografia


Ufaaaaaaaa! Nem lembrava que tinha feito tantos exames!!!
Vou tentar dar uma pesquisada na internet e fazer um breve resume sobre o objetivo de cada exame e vou atualizando aqui, aos poucos.

Beijos férteis!!
Tata.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Progesterona Natural



Oi meninas!

Vim contar pra vocês que estou fazendo tratamento com progesterona natural.

Como disse em outro post estamos tentando uma gravidez natural, e não por isso, deixamos de nos cuidar... Tenho feito acupuntura para diminuir a ansiedade, continuo tomando ácido fólico e complemento de vitaminas, e agora também fazendo uso de cloreto de magnésio e de creme de progesterona natural.

Antes de falar sobre a progesterona, quero comentar rapidamente sobre o uso do cloreto de magnésio, que pode trazer diversos benefícios entre eles reduz as chances de cálculo renal, auxilia no tratamento da asma, melhora enxaquecas, combate o estresse, regula a menstruação e a TPM, reduz a incidência de partos prematuros, etc. Veja mais neste link: https://www.greenme.com.br/usos-beneficios/3199-21-problemas-de-saude-cloreto-de-magnesio

A progesterona é um hormônio feminino produzido pelo ovário e está associado a preparação do útero para a fecundação e das glândulas mamárias para amamentação, sendo essencial na preparação e manutenção da gravidez. Também tem a função de inibir contrações, impedindo a expulsão do embrião ou do feto em desenvolvimento. Recomenda-se fazer suplemento deste hormônio quando há baixa quantidade de progesterona no sangue.

Além de ser essencial para a preparação e manutenção da gravidez, a progesterona também é importante na fase de menopausa, quando a mulher deixa de ovular e os níveis hormonais diminuem brutalmente. Normalmente ocorre a retenção de água, com subsequente aumento de peso e a progesterona é importante para neutralizar os efeitos do estrogênio.

O baixo nível de progesterona no organismo também pode causar outros sintomas / doenças como irregularidades nos ciclos menstruais, endometriose, sangramento menstrual intenso, insônia, irritabilidade, dores de cabeça, queda de cabelo, e também impedir a gravidez ou provocar a perda do bebê no início da gestação.

O creme de progesterona natural que foi recomendado pelo meu médico é manipulado e utilizo uma dose na pele, antes de dormir, por 12 noites por mês, começando na 12a. noite de cada ciclo menstrual. Simplificando, menstruei, 12 noites não e 12 noites sim, passando o creme.

Ele me deu duas referências para ler na internet que compartilho aqui com vocês:
       www.jonhleemd.com (em inglês)
       www.novatrh.net (em português)

O Dr. Jonh Lee, médico norte americano, foi o precursor do uso da progesterona natural em mulheres com menopausa e nos Estados Unidos seu uso é bastante conhecido e utilizado há muitos anos. A principal função, como já dito acima, é contrabalancear os efeitos colaterais indesejáveis do estrógeno restaurando o equilíbrio hormonal.

A progesterona também pode ser encontrada nas gemas de ovos, leite de vaca e seus derivados, carnes brancas, frutos do mar, além de inhame, nozes, grãos integrais e leite de soja.

Converse com seu médico sobre a reposição com progesterona natural para que ele avalie a sua situação e entenda se faz sentido para o seu caso. Vale o mesmo para o consumo dos alimentos citados acima... sempre com acompanhamento médico e de um nutricionista, ok?

Estou feliz e confiante com as terapias alternativas e naturais que estou usando agora. Torcendo pra dar certo!!

Até mais!
Um beijo,
Tata

Dando um tempo. E enquanto isso...


Oi meninas,

Já contei aqui que estou dando um tempos das FIVs, não?

Nada de desistir, apenas um tempo mesmo, para me recuperar emocionalmente - afinal foram 3 tratamentos de fertilização em menos de um ano - e também financeiramente, nada fácil ver o dinheiro indo embora e não ter um retorno positivo do investimento... ainda mais quando o tratamento foi dividido em algumas parcelas no cartão de crédito e todo mês vem a fatura para te lembrar disso. Que frustração!! Alguém já passou por isso??

Bem, estou passando por uma fase esquisita. Um misto de crise dos 30 quando estou com quase 40, dúvidas sobre o lado profissional, na busca de um propósito e de um trabalho que me faça plenamente feliz. Juntando a isso, o desejo mais que presente da maternidade, a dúvida sobre os planos de Deus com relação a isso... Sim, procuro ter fé sempre, mas quem por vezes não se pegou triste, frustada, sem esperanças? Será que ser mãe é uma das missões da minha vida mesmo?

Tenho certeza que esta crise toda e a ansiedade não contribuem em nada para que eu engravide. Além disso, estresse e pressão do trabalho (quando não a falta de compreensão!) ajudam ainda mais para resultados negativos. Aliás, trabalho versus tratamento são um bom assunto para um outro post...

Já chegaram a me dizer que eu tinha que colocar uma meta para as FIVs, ou seja, determinar um número limite de tentativas. Claro que quem me falou isso não vivenciou nossa história e nem imagina como é, dia após dia, sonhar com a maternidade. E por mais que tenha doído também sei que não me falou por mal. Disse-me com intuito de que eu refletisse sobre qual seria a hora de parar de tentar e ainda para pensar sobre outras possibilidades de realizar meu sonho, como a adoção.

O fato é que isso ficou martelando na minha cabeça por dias, por semanas e ainda hoje "incomoda"... mas me fez refletir. Limite de vezes? Este eu já decidi, não há. Enquanto este desejo estiver vivo em meu coração, em minha alma, não medirei esforços para tentar. Outras opções? Sim, é preciso ao menos pensar. A adoção foi um tema muito difícil pra mim, foi complicado até de falar com o meu marido, mas chegamos juntos a conclusão que existem milhares de bebês e crianças esperando ansiosamente por corações cheios de amor e carinho. E isso nós temos de sobra. Decidimos adotar? Ainda não, mas o importante que este assunto não é mais um tabu.

Por enquanto vamos tentando, naturalmente, com a esperança de que o plano maior nos dê essa benção...

Até mais!

quinta-feira, 30 de março de 2017

Não foi desta vez...

Oi meninas, faz tempo que não escrevo...

Estou voltando hoje pra contar que minha terceira FIV não deu certo. Depois de todas as picadas, ansiedade, fiz a punção dos óvulos e nenhum deles estavam bons para a fertilização. Pois é, tratamento cancelado logo no início, fiquei meio sem chão, tentando entender o motivo... enfim...


Agora vamos esperar um pouco, até porque precisamos nos recuperar financeiramente, já foi muito muito dinheiro. 


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Passando rapidinho... #TerceiraFIV

Oi meninas!
Passando rapidinho pra contar que recomecei o tratamento.
Tomarei Gonal 150 e Menopur 150 durante 5 dias e na segunda começo o controle com US.
Peguei um super resfriado, até febre deu, mas o médico disse pra não me preocupar que não afeta o tratamento. Ah! Não afeta até os 38 graus, que foi o que eu tive, mais que isso poderia afetar sim!!

Depois volto pra contar o resultado dos exames.

Vamos que vamos!
E vocês estão em que fase do tratamento?
Um beijo!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Recomeçando... 2017 vem aí!!

Oi meninas! Tudo bem com vocês?

Estou super animada!

Esta semana passamos em uma nova clínica e curti bastante o médico que nos atendeu. Foi super atencioso, humano e explicou nos mínimos detalhes cada um dos exames que levamos, atendimento que não tivemos em nenhum dos tratamentos anteriores.

Antes de partir para uma nova FIV resolvemos fazer uma profunda investigação para tentar descobrir o motivo pelo qual ainda não conseguimos engravidar. Vamos refazer todas as sorologias porque já se passaram mais de 6 meses e mais alguns exames bem específicos. Depois compartilho a lista com vocês. 

É possível que eu tenha endometriose, que nunca ninguém percebeu antes (!!) e que ele viu através de pequenas alterações no meu exame de sangue e também pela histerossalpingografia. Juro que eu fiquei feliz, porque pode ser a causa da minha infertilidade e pode ser tratada!! ;)

Gostei também que ele avalia o anti mulleriano de outra forma... eu sempre achei que meu 1,02 era muito baixo e que minha reserva estava próxima de uma mulher de 45 anos, mas o doutor disse que considera mesmo a resposta ovariana à estimulação hormonal e nesse aspecto o meu AMH deu super normal!! Felizzzzzzzz, muito feliz!!

Além disso, falou que o espermograma do marido não é ruim (sendo possível até a gravidez natural) e pediu para ele fazer um teste de fragmentação de DNA espermático. Continuo tomando ácido fólico, vitamina C e E e Coenzima Q10. E o marido ganhou uma fórmula manipulada de vitaminas.

Este médico também tem protocolo diferente dos meus tratamentos anteriores. Faremos a indução e punção, com congelamento dos embriões na fase de blastocisto (ele disse que a perda em descongelamento hoje em dia é muito pequena!) e apenas no mês seguinte faz a preparação do endométrio para a implantação. Ah! Vou fazer a injúria endometrial também, um procedimento simples que vem trazendo melhores resultados de implantação.

Por fim, no meu caso, a indicação é partir para mais uma FIV (e não para a Mini FIV que era minha expectativa). Falei que quero ter 3 filhos! Vamos tentar gêmeos e depois mais um ;) 

Vamos que vamos!
Com fé, força e foco.
Um beijo.
Tata.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Dicas das meninas que tiveram beta positivo - Fórum e-familynet

Não sei se já contei aqui, mas sou uma profissional da área de exatas e simplesmente apaixonada por números. Nestes dias loooongos em que fiquei esperando para fazer o Beta (infelizmente, negativo), precisava preencher minha cabeça de alguma forma e acabei fazendo um estudo divertido.

O e-familynet é um portal que traz matérias e têm diversos fóruns sobre gravidez e maternidade. E eu venho participado de um fórum específico sobre Tratamentos de Fertilidade. Lá sempre encontrei informação e apoio, pois as meninas/mulheres que estão por lá estão passando pelas mesmas situações que eu. Super recomendo!!!

Um dos tópicos mais acessados é sobre as dicas das meninas que tiveram beta positivo. Aqueles depoimentos ajudam naquelas horas de angústia e nos dão força para acreditar que existe resultado positivo com a fertilização in vitro. Este tópico já tem duas partes e isto é maravilhoso pois são muitas as mulheres que conseguiram engravidar!!! Todas sonham em respondê-lo um dia! 

Resolvi então, nas minhas horas vagas destes últimos dias, aproveitar meus conhecimentos sobre números e indicadores e fiz a tabulação de todos os questionários que foram respondidos desde a criação do tópico, em 2011. Agora, além de ler cada depoimento vocês podem também analisar os resultados de uma forma geral. Geeeente, levei 4 dias inteiros pra terminar o estudo mas gostei do resultado! Espero que vocês gostem também!!!

Links dos tópicos:

Vocês sabiam que 352 mulheres responderam o questionário??? Sim!!! Considerei todos os questionários respondidos por aquelas que tiveram seu positivo, desde a criação em 2011 até a página 65, da Parte 2, respostas até 26/setembro. Prometo que de tempos em tempos farei uma atualização com as novas respostas dadas depois disso, ok? ;)

Os dois tópicos (Parte 1 e Parte 2) tiveram menos participação nos dois últimos anos. Tenho certeza que foi menos participação mesmo e não menos positivos!!! Neste ano de 2016 foram 28 mulheres que compartilharam suas histórias.


Vejam que interessante: a maior parte das mulheres que tiveram seus positivos, cerca de 73%, transferiram apenas 2 embriões


E em 54% dos casos positivos os embriões foram transferidos em estágio de blastocisto, ou seja, com mais de 5 dias. Outros 24% transferidos em D3. Tem dúvidas sobre isso? Dá uma espiadinha neste post que escrevi: http://bebedeprovetafiv.blogspot.com.br/2016/09/embrioes-em-d3-x-embrioes-em-d5.html

Lá no início as meninas não colocavam a informação sobre o estágio do embrião por isso o alto número de questionários sem informação.


A maior partes das fivetes que tiveram seus positivos tem entre 30 e 39 anos. Elas representam 75% de todas as respondentes do questionário.


E vamos falar de sintomas. O que você acha: aquelas que tiveram seus sonhados positivos tiveram ou não pelo menos algum sintoma?? 
SIMMMMMM!!! Quase 90% das mulheres citaram pelo menos um sintoma em seus questionários. Vale ressaltar que muitos deles foram respondidos assim: - Senti nadinha, somente cólica e dor de cabeça que são por conta do utrogestan... Nestes casos, considerei SIM, que houve algum sintoma. A ideia aqui era analisar se houve algum deles e não a causa.



Os dois sintomas mais citados pelas fivetes foram dores de cabeça e fisgadas, sejam elas no baixo ventre, laterais, ovários, virilha.... cada um deles foi comentado por cerca de 25% das meninas.

E a famosa borra de café??? Apenas 10% das meninas tiveram algum tipo de sangramento ou corrimento rosado, caramelo, marronzinho ou borra de café. Então, nada de ficar decepcionada se você não passar por isso! 

Tem até uns sintomas bem diferentes, como dor nos dentes e falta de apetite.

E você o que tem sentido nestas semanas após a transferência de embriões?



Esse aqui foi uma surpresa pra mim!!! Eu achava que todo mundo fazia o teste de farmácia, mas uma grande parte das meninas, quase 38% não fizeram o teste, se seguraram até o dia do beta!!!

6% fizeram o teste e deu negativo, ou seja, só descobriram a gravidez com o Beta HCG. É, eles derem certo pra boa parte, mas no fundo, no fundo não garantem porque precisam de uma grande quantidade do hormônio na urina o que pode demorar pra aparecer, principalmente se o teste de farmácia for feito muito cedo.



Mais de 50% das mulheres fizeram o exame de Beta HCG entre o décimo e décimo segundo dia. O que vemos normalmente é que quem transfere em estágio de blastocisto costuma fazer no décimo e quem transfere em D3 faz no décimo segundo, certo? 




Meninas, pra quem tinha alguma dúvida sobre ser possível engravidar na primeira tentativa de fertilização in Vitro, vejam que resultado interessante, e pra mim, surpreendente: 40% das fivetes tiveram seus positivos na primeira tentativa. Não é demais?? 




Este indicador acabou tendo uma grande distorção, isso porque 41% das meninas preenchem o questionário quando acabam de fazer o beta. E claro, eu super entendo!!!! Mas acabei não capturando a quantidade de bebês que foram gerados para a maioria delas.

Para aquelas que responderam após o primeiro ultrassom, 37% engravidaram de um bebezinho e 20% de gêmeos!! Realmente a taxa de gêmeos em FIV é alta, não? Comprovada pelas nossas meninas!!!




E por fim, seguindo fielmente o questionário, trago aqui as 28 clínicas mais citadas pelas fivetes que tiveram seu sonho realizado! Vale reforçar que não conheço boa parte delas e esta não é uma classificação da melhor clínica, e sim e tão somente, a quantidade de vezes em que elas foram citadas (mais de 5 vezes). Outras 100 clínicas foram indicadas pelas respondentes aparecendo 4 vezes ou menos.


Bom meninas, é isso!!
Dica: se clicarem no gráfico ele aumenta de tamanho e você consegue vê-lo com mais nitidez.
Espero que tenham gostado! É um resumão de todos aqueles depoimentos que foram deixados para nós com tanto amor e carinho. Que continuem sendo postados sempre para que a esperança de nos tornarmos mamães nunca se apague!!!
Deixem seus comentários aqui embaixo! Vou ficar super feliz!!!

Beijos férteis e amorosos para todas as tentantes e fivetes!!
Tata.

E o resultado do Beta...

O dia de ontem se arrastou absurdamente.... foram horas e horas de espera, angústia e de uma sensação de fracasso.

Fiz o exame na clínica por volta das 11h da manhã, minha expectativa era que umas 16h eu já tivesse o resultado. Vim pra casa e aguardei. Meu marido está viajando a trabalho e está praticamente do outro lado do mundo, estamos com horários totalmente inversos mas ele ficou comigo até o momento final. Para vocês terem ideia na hora que recebi o resultado lá eram 3h da manhã... Agradeço a Deus todos os dias por ter colocado este ANJO em minha vida. O cara que está comigo sempre, em todos os momentos, que cuida de mim e se preocupa comigo. Nossa vida é boa demais, não posso reclamar.

Passei a tarde toda fazendo a tabulação de uma pesquisa que logo mais postarei aqui pra vocês. Bem bacana. Sobre a FIV também. Isso me ocupou um pouco a mente, fez o tempo andar mais depressa, meu deu esperanças por uns momentos.

Quando meu marido chegou no hotel, depois do trabalho, me ligou e ficamos falando pelo facetime por algumas horas, tentando acalmar meu coração. Resolvi junto com ele, mais uma vez, fazer o exame da farmácia e como eu já previa... negativo. Senti muitas cólicas (tipo menstruais) ao longo do dia de hoje.

Respondendo ao título deste blog e ao tema desse post: Maternidade com FIV, é possível?

No meu caso, e repito, este blog é apenas sobre a minha experiência, infelizmente ainda não foi possível. A clínica me ligou por volta das 18h30. Na realidade ligaram para o meu marido que pediu para me contatarem e veio a notícia bombástica: o beta deu menos de 1, NEGATIVO. Meu mundo caiu. Veio a confirmação daquilo que eu já sabia. Não foi desta vez de novo, não chegou a minha hora...

Olha, tudo passa pela cabeça nesse momento: nunca vou ser mãe? Deus me abandonou? Meu marido vai querer ficar comigo pra sempre mesmo se não tivermos filhos? Fiz algo de errado que impossibilitou a implantação? Foi o maldito gengibre indicado pela nutricionista (esta história eu ainda não contei aqui)? Tenho mesmo que encarar as pessoas do trabalho agora (apesar de apenas uma meia dúzia saber)?

Cinco minutos depois da notícia meus pais chegaram aqui. Fofos. Quem tem família tem tudo. Sabiam que eu estava sozinha e vieram me fazer companhia, segurar a barra. Obrigada meus queridos, vocês são tudo na minha vida, sem vocês não sou ninguém.

E por vocês, ANJOS da minha vida, por mais que doa, porque está doendo demais, vou juntar meus cacos e me reerguer. Eu não vou desistir nunca de ser mãe. Essa é missão que eu quero viver. Paciência, nem sempre o tempo de Deus é o nosso tempo.

Bjs tristonhos,
Tata.



quarta-feira, 28 de setembro de 2016

D12... Enfim, o dia do Beta chegou


Tenho que confessar que hoje bateu o desespero e insegurança. Tentei manter a calma nestes últimos dias mas conforme vai chegando perto do beta vai ficando pior...

Contei pra vocês no post anterior que fiz o teste de farmácia no D8, D9 e D10. Todos negativos. Não tive mais coragem de fazer depois disso, nem no D11 e nem hoje.

Acordei com uma cólica tipicamente menstrual e um pouco de diarréia, sintomas que tenho na TPM. Pelo ciclo a monstra deve descer entre hoje e amanhã.

E foi difícil levantar da cama. Queria esticar mais e mais este tempo de "PUPO", quando a gente se sente grávida até que provem o contrário. Estava tão bom assim.... Tenho mesmo que fazer o Beta HCG??? Vamos lá, se por um lado é a grande hora do positivo, por outro pode ser também o fim do sonho, se vier um negativo... Como manter o ânimo? Como manter a fé?

Fui a clínica para colher o sangue. Agora é esperar até o final da tarde.

Há uns 6 meses estou com uma dor absurda nos ombros, principalmente no direito, e como não podemos tomar remédios antiinflamatórios durante todo o processo de FIV fui adiando a ida ao médico. Aproveitei hoje, meu último dia de licença, e passei no ortopedista. Síndrome do impacto, em princípio. Tenho que fazer uma ultrassonagrafia para confirmar o diagnóstico e definir os próximos passos. Vou tentar fazer hoje mesmo, assim o dia vai passando mais rápido e a angústia não me consome tanto...

Volto depois para falar do resultado. Ah! E a frase inicial... é pra mim mesma.

Bjs,
Tata


2a. FIV - Diário de sintomas: da transferência ao beta

Bem, aprendi muito com a primeira FIV que a maior parte dos sintomas e desconfortos são causados pela enorme quantidade de hormônios que recebemos no tratamento.

Acredito também que em cada mulher os efeitos colaterais dos medicamentos são diferentes. No meu caso, tomei injeções de gonal, cetrotide e ovidrel, e agora, estradot (estradiol) e utrogestan (progesterona). Os principais efeitos foram gases e dor nos seios, provocados principalmente pelos três últimos.

Isso é importante pois como vou detalhar aqui meus sintomas diários, vocês perceberão que alguns deles são provocados pela própria medicação.

D0 (dia da transferência) = gases e dor nos seios
D1 = gases, dor nos seios, pequenas pontadas no baixo ventre, dor no ovário direito
D2 = dor nos seios, cólica fraca
D3 = dor nos seios, coliquinhas/ pontadas no baixo ventre que persistiram o dia todo
D4 = gases. A dor nos seios sumiu.
D5= gases, dor nos seios apenas quando apalpa, corrimento líquido transparente.
D6= gases, dor nos seios apenas quando apalpa, dor de cabeça na hora de dormir, corrimento líquido transparente.
D7= gases, dor nos seios apenas quando apalpa, cólica média e rápida de manhã, variação de humor (de lágrimas à irritação), corrimento líquido transparente.
D8= dor nos seios (voltou), coliquinhas, dor de cabeça pontual, calores, corrimento líquido transparente. Fiz teste de farmácia: Negativo.
D9= sem dor nos seios, corrimento líquido transparente. Teste de farmácia: Negativo.
D10= sem dor nos seios, corrimento líquido transparente diminuindo, azia. Teste de farmácia: Negativo.
D11= coliquinhas, vontade de fazer muito xixi, mais fome.
D12= cólica tipicamente menstrual e um pouco de diarréia.... FERROU??? minha monstra deve vir, pela contagem do ciclo, entre hoje e amanhã.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Dias intermináveis... D10, esperando o beta


Uns dias atrás comentei que estava pensando em fazer o teste de farmácia no D8. Bem, fiz a besteira, e claro, deu negativo.

O único teste confiável para confirmar a gravidez é aquele feito através do exame de sangue que normalmente pode apresentar resultados positivos após 8 dias da fecundação. O exame de urina deve ser feito idealmente a partir do 12o. dia pois é um exame bem menos sensível e que precisa de uma grande concentração do hormônio HCG (Gonadotrofina Coriônica Humana) para que dê positivo. Ainda assim, não é garantido que estando grávida o teste de farmácia dê positivo. Já li diversos relatos de meninas que fizeram vários testes e todos deram negativos, e no final, o beta hcg deu positivo!!! Rezando pra acontecer isso na minha situação!!!!

Essa fase da espera do beta, pra mim, é a pior de todo o tratamento. É bem pior que as dores da punção, que os efeitos colaterais das medicações. É uma fase de angústia, que mexe o tempo todo com o nosso psicológico, que desafia a nossa fé. O tempo parece que se arrasta, passa muito devagar. Nossa cabeça pira. Pensamentos positivos, pensamentos negativos. A gente pensa se tentaremos ou não um próximo tratamento, em como juntar mais grana pra próxima já que é um tratamento bem caro, em como será a volta ao trabalho depois de um negativo, pensa porque todas as grávidas do mundo aparecem ao nosso lado nesta hora tão difícil pra nós. Também pensamos nos nomes dos bebês, na decoração dos quartinho, como será amamentar, em como vamos contar a notícia da gravidez para a família e no trabalho, em como será com o marido que agora terá o título de "papai", o chá de bebê, as fotos da gestação e newborn.

Esse é o resumo até o meu D10, é isso que estou vivendo. Este turbilhão de sentimentos.
E pra finalizar, também fiz teste de farmácia no D9 e no D10, todos negativos. Está difícil manter as energias positivas mas vamos lá, não posso desanimar agora que falta tão pouco.

Que seja feita a vontade de Deus! E que ele nos dê discernimento pra aceitar aquilo que for do nosso merecimento, seja positivo ou negativo.

Bjs,
Tata.



quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Quantidade de medicações (FIV 1 x FIV 2)

Estava aqui pensando se a quantidade de medicação das minha duas FIVs foi a mesma. 
Eu acho que sim, mas resolvi colocar aqui um comparativo, pra tirar a prova.


Conclusão é que meu ciclo anterior teve um dia a mais. Quando comparo os resultados, apesar do primeiro ciclo ter gerado mais folículos (10 x 4) constato que a fecundação foi muito melhor no segundo (50% x 75%). A medicação fez diferença??? Só o médico pra dizer, eu nem me arrisco!! hahahaha

Rezando agora para estes 3 lindos embriõezinhos de 3 dias implantarem no útero da mamãe!!!

Tks God!!
Tata.



Esperando o beta que não chega... D5



Aiiiii meninas,

Como é dura esta espera. É enlouquecedora na realidade!!
E agora que meus sintomas diminuíram muuuuito. Dá um desespero, uma ansiedade!! Eu tento ficar bem calma e tranquila mas juro que está difícil!
Estou de licença então estou tentando preencher meus dias com alguma atividade, pra ocupar a mente, pra passar o tempo... senão é só fóruns e caraminholas...
As vezes fico tão incrédula. É tanto bebê no meu facebook, é tanta nova mamãe no supermercado. Será que vou ser abençoada por este momento mágico???
A louca da espera aqui resolveu ir na farmácia e comprar 8 testes de gravidez, 4 Confirme e 4 Clear Blue. Estou pensando em fazer um no sábado, quando estarei no D8. Será?
Hoje à noite vou ao centro espírita tomar um passe pra ver se me acalmo.

Bjs hiper ansiosos,
Tata.



domingo, 18 de setembro de 2016

Hormônio anti mulleriano (AMH): já ouviu falar dele?

Hormônio anti mulleriano (AMH): já ouviu falar dele?

Eu também não tinha ouvido falar, nunquinha, até ter sido diagnosticada com AMH baixo para a minha idade. Foi um soco no estômago!

Resolvi escrever sobre ele pois acredito que TODAS as mulheres que desejam um dia ser mães, deveriam fazer este exame, independente de suas idades. Se eu tivesse recebido esse toque (ou essa dica) anos atrás pode ter certeza que minhas decisões sobre a maternidade poderiam ter sido um pouco diferentes...

Mas afinal, o que é o tal do hormônio anti mulleriano? É uma substância que determina qual a quantidade de óvulos que a mulher dispõe em seus ovários. Através do exame AMH (ou HAM) é avaliado o nível da reserva ovariana que demonstra qual a sua capacidade de engravidar naturalmente. Quanto menos óvulos maior a dificuldade para engravidar e vice-versa.

É importante dizer que a quantidade de óvulos disponíveis em nossos ovários vai reduzindo gradativamente com o passar do tempo. Quando nascemos temos cerca de 2 milhões de folículos, chegando na idade de menstruar com cerca de 500 mil óvulos.  Cada ciclo menstrual consome, em média, 1.000 folículos e apenas 1 deles fica "maduro", pronto para ser fecundado. Na minha idade, com 37 anos, a mulher produz cerca de 25 mil óvulos e chegará aos 50 com praticamente nada. Quanto maior a idade teremos menos folículos e ainda de pior qualidade.

Levando-se em conta que as novas gerações deixam pra engravidar cada vez mais tarde (e vamos lá, sou super a favor!) esse simples exame pode ajudar muitas garotas a se planejarem melhor sobre a questão da maternidade, por exemplo, orientando-as para o congelamento de óvulos ainda quando possuem muitos deles. O importante aqui não é engravidar cedo e sim avaliar a quantidade/ qualidade de seus óvulos e de repente se preparar para um futuro "mais fértil"!

Voltando ao meu caso, fui diagnosticada com AMH 1,02, só que em média, mulheres com 37 anos apresentam AMH de 13 como está representado pela linha contínua (Average). Veja também que a curva tem queda brusca após os 35 anos. Custa nada fazer o exame, não é meninas?!

Gráfico retirado de http://www.mikix.com/

Falando dele, este exame é feito através de um simples exame de sangue em qualquer momento do ciclo menstrual. O resultado demora, pelo menos onde eu fiz, uns 20 dias pra ficar pronto.

Impossível engravidar? No meu caso, naturalmente será bem difícil, mas graças a Deus a ciência e a tecnologia estão aí pra auxiliar as mulheres com problemas de fertilidade. São inúmeras opções de tratamento disponíveis e no nosso caso escolhemos pela Fertilização In Vitro.

Repito: façam seus exames independente de sua idade atual e da vontade de ser mãe neste momento!

Beijos,
Tata.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O dia da tansferência de embriões - Somos todas PUPO

Acho que de todas as fases do tratamento, este é o segundo dia que nos dá maior ansiedade, só perde para o dia do Beta HCG, claro!!!

O procedimento estava marcado para às 11h da manhã e pediram pra chegar meia hora antes para a preparação. Não havia enchido muito a bexiga porque como tinha coisa pra caramba pra fazer na rua achei melhor deixar pra fazer isso na clínica. Chegando lá foram 5 copos de água, um atrás do outro, sensação de ânsia de vômito e bexiga cheia em pouco mais de 10 minutos. Vou dizer que minha capacidade de urinar é sensacional: bebo água e me dá vontade de fazer xixi quase que instantaneamente! Por isso que eu não curto beber tanta água... Sim! Já sei que tenho que mudar este hábito ;)

Fomos para o quarto, colocamos os aventais, toucas e sapatos descartáveis, unimos nossas mãos e vozes para uma oração. Poucos minutos depois a Dra. chegou. Parênteses: meu médico não realiza os procedimentos pessoalmente, nem a punsão nem a transferência, essas etapas são realizadas pelas suas equipes com a supervisão dele. Além disso, neste dia estava viajando a trabalho pra algum fórum/seminário científico então ele acabou "não participando" mesmo. Stress zero! Super confio nas médicas e enfermeiras da clínica.

A Dra. chegou e nos trouxe uma notícia maravilhosa!!! Rezei muito para que pelo menos 3 dos nossos 4 embriõezinhos aspirados tivessem se desenvolvido bem e com uma boa qualidade e foi exatamente isto que aconteceu! Amém!

Lembrando que hoje é o D3 dos nossos embriões, o primeiro deles tinha 10 células e classificação "A"(excelente), o segundo 8 células e classificação "B" (muito bom) e o terceiros 6 células e classificação "A"(excelente). Muita felicidade, gente!!! E aí veio a derradeira pergunta: implantar 2 ou 3 embriões. Como já vínhamos amadurecendo esta ideia não tive dúvidas: - Vamos transferir os 3!!

E lá fomos nós para a sala de cirurgia. Tirando a parte chata de ficar com a bexiga super cheia, porque é importante para facilitar a visualização do útero, é um procedimento bem tranquilo. A embriologista veio e pediu para eu confirmar meu nome, depois disso, a Dra. inseriu uma espécie de cateter fininho para "testar"a passagem até o endométrio. A embriologista fez o processo de asssited hatching, ou seja, um furinho com o laser na membrana do embrião para que o auxilie a sair de lá para implantação. Depois sugou os 3 lindões para um cateter e trouxe para que a Dra. fizesse a transferência para o meu endométrio. É tudo muito rápido, isto tudo não demorou nem 15 minutos! Por fim a médico colocou mais 2 cápsulas de utrogestan intra vaginal.

É muita emoção desde já! Marido e eu de mãos dadas o tempo tempo, rezei tanto, a energia estava tão boa naquele centro cirúrgico. Tenho certeza que chegou a minha vez!!

Voltamos para o quarto, deitei uns 5 minutos, levantei pra fazer xixi e depois fiquei deitada por mais uns 20 minutos. Fomos dar um alô pra Dra. novamente que nos entregou a primeira "fotinho" dos nossos babies!! Babandoooooooo muito nos meus bebezões!!

Uma colega de um dos fóruns que participo postou uma frase que achei o máximo: que depois da transferência todas somos PUPO - Pregnant until proof otherwise, ou seja, grávida até que se prove o contrário! É isso! Já me sinto grávida, já me sinto mãe!




Agora é descansar! Repouso absoluto hoje e parcial nos próximos dias.
Agora é controlar a ansiedade! A gente pira o cabeção até o dia do beta! hehehe
#SomosTodasPupo

Beijos meninas,
Tata.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Transferência de embriões em D3 x embriões em D5 (blastocisto)

Hoje não fui trabalhar, aliás desde a punsão tenho ficado em casa por conta das dores provocadas pelos medicamentos. Tenho pontadas na região do baixo ventre, dores nos ovários e uma terrível dor nos seios. É muito hormônio né, gente?

Passei a tarde pensando em temas pra registrar aqui e acabei me apegando em um que tem me incomodado um pouco: a decisão de transferir em D3 ou D5.

Nas minhas pesquisas achei sites super interessantes, um deles é o da MaterPrime, uma clínica de reprodução assistida com diversas unidades em São Paulo. Só para constar não é a clínica onde estou fazendo meu tratamento. Faço aqui um resumo de tudo que li por aí.

Quando é realizada a fertilização em vitro através da ICSI, técnica que foi utilizada na minha primeira FIV, o espermatozoide é colocado dentro do óvulo maduro e após 24 horas já é possível observar se houve fecundação do embrião. Interessante é a taxa média de fertilização é de 90% (fonte: www.materprime.com.br).

O embrião então começa a dividir-se em outra células. O laboratório de fertilização em vitro tem que observar o desenvolvimento de cada embrião, mantendo-os em condições ideais como se estivesse na tuba uterina em uma gestação natural. Além da quantidade de células também são avaliadas as taxas de fragmentação e a simetria destas células.

No D2 o embrião pode ter de 2 a 4 células e no D3 o embrião ideal tem 8 células simétricas e com ausência de fragmentação. Segundo a matéria da Mater Prime, embriões com fragmentação acima de 20% ou com 6 células em D3 apresentam menor taxa de implantação, e, aqueles com 4 ou 5 células e taxas acima de 50% de fragmentação tem apenas 5% de chance de gravidez.

Fonte: www.materprime.com.br (embriões em D1, D2 e D3, nesta ordem)

No D4 o embrião já está com 32 células e é chamado de mórula. No D5 o embrião chega a fase de blastocisto, apresentando centenas de células. Entre o D5 e o D6 ocorre o processo de hatching, que é a ruptura da membrana protetora que envolve o embrião. Para que ocorra a implantação é preciso que o embrião saia dessa membrana e se implante no endométrio.

Fonte: www.materprime.com.br (embriões em D4 e D5, nesta ordem)


Na gravidez espontânea o embrião chega ao útero para se implantar no D5 ou D6, já na fase de blastocisto.

Depois de tudo isso: o que é melhor, transferir em D3 ou em D5?

Os estudos científicos mostram que a taxa de gestação é maior quando o embrião é transferido em estágio de blastocisto. Isto porque esta condição é a mais similar a da gestação natural, além de haver uma melhor seleção embrionária.

Nos casos em que o número de embriões é pequeno geralmente opta-se por transferir em D3. Neste caso, o laboratório realiza um procedimento chamado hatching assistido, que é um buraco na membrana que envolve o embrião, feito com laser, para auxiliá-lo a sair e chegar no endométrio. A idade da mulher e a quantidade de tentativas anteriores também são fatores que podem influenciar na decisão do médico de transferir em D3 ou D5.

Independente disso, temos que acreditar que chegou a nossa hora, a nossa tão sonhada hora!! Li diversos depoimentos de meninas que conseguiram seus bebezinhos com transferências em D3, assim como li muitos outros positivos já na fase de blastos. Até achei um tópico no fórum do e-family onde uma delas criou uma pesquisa estatística mas como é bem antigo, de 2009, acho que vou criar outro similar para produzir nós mesmas nossos estudos! hehehe

Em minha primeira FIV tivemos 10 folículos, sendo que 5 se desenvolveram e 2 chegaram em estágio de blastocisto, infelizmente não foram implantados portanto tive uma FIV negativa.

Nesta segunda tentativa apenas 4 folículos estavam maduros e o doutor optou fazer a transferência em D3. Rezando aqui para que estes 4 se desenvolvam bem e que possamos transferir 3 deles!!

É amanhã gente!!
bjs, Tata.


O suco da fertilidade: Melancia + Beterraba + Gengibre


Dentre as receitinhas da nutricionista está um suco de melancia com beterraba e gengibre: dica de ouro!!

O principal aqui é bebê-lo em jejum, no dia da transferência de embriões e também nos 4 dias posteriores para auxiliar na implantação!

Interessante que eu achei diversos blogs que receitam este suco para dietas detox e para beber antes de atividades físicas. Vamos descobrir o porquê.

A melancia é rica em vitaminas A, C e do complexo B, além de ser fonte de magnésio e potássio. É uma fruta refrescante porque contém cerca de 92% de água em sua composição, o que ajuda muito na hidratação do corpo.

A beterraba é um vegetal que contém as vitaminas A, B1, C, E, ácido fólico, cálcio, potássio, manganês, magnésio. Também é rica em ferro e cobre que previnem a anemia. Tem propriedade antioxidantes agindo contra o envelhecimento celular e ainda é rica em fibras auxiliando na digestão. E é uma excelente fonte de energia pois possui uma alta concentração de carboidratos.

Ahhhhh o gengibre!! Esta raiz é composta por vitamina B6, minerais como potássio, magnésio e cobre. Além disso, possui uma substância chamada gingerol, dotada de propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que protegem o organismo de fungos e bactérias. Também é rico em substâncias termogênicas que ativam o metabolismo e potencializam a queima de gordura corporal, tem ação bactericida, é desintoxicante e ainda melhora o desempenho do sistema digestivo, respiratório e circulatório.

Explicado, né? Só coisas boas para os nossos corpinhos!!

Receita do suco da fertilidade:

  • 3 fatias de melancia, incluindo a parte branca
  • 1 beterraba crua em pedaços
  • 1 colher de chá de gengibre ralado

Bata tudo no liquidificar com um pouco de água e beba em seguida (em jejum). Como eu não curto suco grosso, prefiro passar num coador, fica a seu critério.

beijos férteis,
Tata.